sábado, 7 de junho de 2014

OS GRITOS DOS IPIRANGAS

Às margens do rio Ipiranga soou um brado retumbante de apelo a nossa independência, ou nossa morte, se essa independência não se realizasse.
Muitos de nós morremos, mas nos tornamos independentes, tanto de Portugal como de outras dependências que aos poucos fomos proclamando e hoje somos autônomos em muitas modalidades de produção. Mas, ao longo desses anos de lutas, conquistas, vitórias e superações, deixamos de lado o fator mais importante de preservação a vida na terra que é a água. A água potável, condição sem a qual o ser humano e muitos outros animais serão extirpados da face terrestre.
Em 1822, o príncipe português regente do Brasil, Dom Pedro de Alcântara bradou às margens do rio Ipiranga o grito de ”independência ou morte”, tornando, de fato, após sangrentas batalhas,  o Brasil separado do reino unido ao de Portugal, se tornado, pelo grito, uma nação livre e independente e, por aclamação do povo, um Império, cujo príncipe, também por aclamação do povo, passaria, naquele momento, a ser, o Dom Pedro I, o primeiro Imperador Brasileiro.
Naquela época o rio Ipiranga, como todos os rios brasileiros, não tinham poluição em suas águas, embora as águas do rio Ipiranga, em especial, tivessem uma turbidez avermelhada, sem prejuízo de sua potabilidade, em função do barro vermelho que compunha o seu leito, refletindo em sua lâmina d’água essa  cor avermelhada, daí o seu nome, "rio vermelho" porque em tupi guarani o "som" "Ipiranga" tem esse significado, (som, porque a língua tupi e o seu dialeto guarani não tinham escrita).
Esse rio que ficou na história, nascia na Serra do Mar, no município de Santos, também chamada Colina do Ipiranga e serpenteava por oito quilômetros, em curvas tão sinuosas quanto a sua paralela, a estrada de Lorena, entre a vegetação selvagem, as chácaras e sítios do percurso, atendendo as necessidades hídricas das comunidades  situadas no percurso até a cidade de São Paulo.
Hoje, o histórico rio Ipiranga, é apenas um canal de esgotos encaixotado  sob o asfalto e o concreto da maior metrópole da América Latina. Deságua, após receber uma quantidade monumental de lixo, descargas domésticas e industriais,  no rio Tamanduateí, onde a taxa de poluição é de sessenta e dois miligramas por litro de água e a taxa de oxigênio é próxima de zero, além da redução de seu volume, pois, das vinte e quatro nascentes originais situadas dentro do Parque das Fontes do Ipiranga, quatro desapareceram pela redução do lençol freático em função da impermeabilização do solo na região e esse resto de riacho é incapaz de abrigar peixe ou outras formas de vida não nocivas ao meio ambiente.
Como o rio Ipiranga, milhares de outros rios brasileiros gritam por socorro como:
Rio Tietê: a nascente é limpa, porém o rio vai ficando cada vez mais poluído no decorrer do percurso até atingir a região da cidade de São Paulo, onde se torna extremamente poluído. Lixo, esgotos e resíduos industriais são as principais fontes poluidoras.
Rio Iguaçu: maior rio do Paraná, possuí elevado índice de poluição. A falta de investimentos em saneamento básico e a grande urbanização desordenada em suas margens, são os principais responsáveis por esta triste situação.
Rio Ipojuca: importante rio de Pernambuco, o Ipojuca recebe, em grande parte do seu curso, muito lixo e esgoto.
Rio dos Sinos: é o rio mais poluído do Rio Grande do Sul. Mais uma vez o crescimento urbano desordenado e os resíduos industriais provocaram os elevados índices de poluentes nesse rio.
Rio Gravataí: esgoto doméstico, lixo e resíduos industriais poluem esse tao importante rio que separa as cidades de Canoas e Porto Alegre.
Rio das Velhas: a poluição é provocada, principalmente, por resíduos industriais originados no Parque Industrial de Belo Horizonte.
Rio Capibaribe: a poluição também é causada por resíduos urbanos de cerca de 40 cidades pernambucanas.
Rio Caí: localizado na área norte de Porto Alegre, tem como principal fonte de poluição as indústrias da região.
Rio Paraíba do Sul: rio que passa pelo território de três estados (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais) tem como principais fontes poluidoras as atividades industrial e extrativista mineral (principalmente de areia), além da agricultura e pecuária.
Rio Doce: importante rio de Minas Gerais, tem a poluição gerada por resíduos químicos (provenientes de indústrias) e pesticidas (de propriedades rurais).
(Fonte: IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - abril de 2012).
Enquanto esses rios morrem, os mananciais de superfície que dependem de suas contribuições secam e as populações que, por suas vezes, dependem desses mananciais para abastecerem suas necessidades hídricas sofrem com o racionamento de suas necessidades e/ou desabastecimento como é o caso da população da grande São Paulo, cujo abastecimento depende do açude Cantareira que hoje,  (07/06/14), está com a capacidade de sua bacia hidráulica reduzida em 75,99% e o volume restante de 24,01% esta abaixo do limite útil, ou seja, para que os padrões de portabilidade sejam restabelecidos é preciso que os tratamentos físico, químico e bacteriológicos sejam quase que triplicados para obtenção desses padrões.
Como se sabe, a poluição dos rios é provocada pelos lixos domésticos, e industriais que são descartados dentro desses rios, provocando seus assoreamentos e fazendo com que as águas pluviais, de quaisquer intensidades de chuvas, sempre transbordem, provocando alagamento nas margens, e, consequentemente, causando enchentes e prejuízos para as comunidades que moram nas proximidades deles alem de impedir que essas vazões fluviais, majoradas pelas chuvas, contribuam para elevar o nível das represas situadas nas suas bacias hidrográficas, como é o caso do Sistema da Cantareira, que é composto por seis barragens interligadas por um complexo sistema de túneis, canais e uma estação de bombeamento de alta tecnologia para ultrapassar a barreira física da Serra da Cantareira e as obras emergenciais que estão sendo efetivadas como a utilização dos Sistemas de Guarapiranga e Alto Tiete para socorrer os clientes do Cantareira e até mesmo a integração do rio Paraíba do Sul são paliativos comparando-se ao que realmente deve ser feito, a nível nacional, que é a revitalização constante e ininterrupta de todos os rios brasileiros que gritam por socorro e a reabilitação e/ou implantação de Sistemas de Esgotamentos Sanitários com estações de tratamento capazes de devolver aos rios águas servidas plenamente reaproveitáveis como acontece nas grandes potencias mundiais.

Se povo, governo e consciência se unirem, poderemos socorrer os gritos dos rios Ipirangas e, consequentemente, o grito das populações sedentas.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

DICAS DE MODELAÇÃO E IMPRESSÃO NO AutoCAD 2012 LT


O software AutoCAD LT® é o produto de desenho 2D mais vendido em todo o mundo, e é conhecido pela confiabilidade, eficácia e a versatilidade de compatibilidade total com formatos de ficheiro nativos DWG™ (sem capacidades 3D), tornando o trabalho diário mais simples, pois foi criado para os desenhadores das áreas de arquitetura, engenharias de todas as modalidades, gestores das indústrias da construção, gestores das transformações das mobilidades urbanas, operadores de estações totais topográficas, etc.

Esse software utiliza um novo formato de ficheiro, no entanto oferece um leque de possibilidades de se guardar os formatos mais antigos até à versão 2000, isso porque ele foi criado com a mesma tecnologia que o AutoCAD, portanto não há problemas nessa partilha de dados, além de permitir que as próximas gerações de produtos Autodesk sejam compatíveis com a versão AutoCAD LT.

Nele estão inclusos os ambientes de Desenho e Anotações para os desenhos 2D e 3D com o Ribbom, (barra de ferramentas com botões de painel, sem a barra de menus) e o ambiente AutoCAD Clássico, com menus e barra de ferramentas, (sem o Ribbon), cuja opção é feita na própria barra de menus, selecionando-se os ambientes desejados, conforme figuras abaixo:


 

Selecionado o ambiente em que o desenhador deseja trabalhar, ele disporá de dois espaços distintos para criar, modelar e expedir seus objetos desenhados.

Esses espaços são acessíveis nas guias situadas na parte inferior da tela gráfica, (área comum para as operações nos referidos espaços), sendo a primeira guia destinada ao espaço denominado “Modelo”, que é o espaço destinado à modelação dos objetos criados e/ou modificados e as demais guias, denominadas “layout” são destinadas a expedição desses objetos criados e/ou modificados, através dos processos de impressão ou plotagem 

Na figura abaixo mostramos a localização dessas guias, onde, nessa figura, vemos ativada a guia do espaço “Modelo” e, contíguas,  as guias de “layout”, (por padrão, na abertura de um novo desenho, o AutoCAD apresenta duas guias de layout, mas o desenhador pode criar outras ou excluí-las, se necessário, ou ainda ocultá-las, conforme, doravante, discorreremos sobre esse tema.


Ao trabalhar no espaço do modelo você modela seu objeto em uma escala de tamanho real, ou seja, de 1:1 enquanto no espaço do layout você cria uma ou mais viewports de layout e estabelece uma escala de redução entre as medidas reais representadas no modelo e suas correspondentes agora representadas  num bloco de título para que o seu desenho possa ser  representado  numa folha de papel.

Cada viewport de layout é como a moldura de uma pintura contendo uma "fotografia" do modelo no espaço. Cada viewport de layout contém uma visualização que exibe o modelo, a escala e a orientação especificada. Também é possível especificar quais camadas ficarão visíveis em cada viewport de layout.

Após arrumar o layout, desative a camada que possuir objetos de viewport do layout. As visualizações ainda são visíveis e é possível plotar o layout sem exibir os limites de viewport.

Como o layout representa uma folha de papel, você pode atribuir dimensões para esse papel, quer dimensões personalizadas, quer dimensões de padrão já contidas nas opções do programa. E como é possível se criar para cada arquivo de desenho 255 layouts, você pode expedir seu desenho em diversos tamanhos de papel e em diversos tamanhos de desenhos, conforme as escalas de desenho adotadas para cada tamanho de papel.

 

Para se criar um novo layout, você clica com o botão direito do mouse sobre quaisquer guias de espaço e o menu flutuante abaixo surge. Clica-se na


opção Novo layout e imediatamente surge uma nova guia de layout

copiando todo conteúdo do layout da posição imediata à esquerda, inclusive o nome desse layout existente, acrescido de uma numeração de diferenciação.

Para se renomear essa nova guia, clica-se sobre a mesma com o botão direito do mouse surgindo o mesmo menu flutuante supra mostrado e clica-se na opção renomear e a guia se torna apta a inserção de novos caracteres para sua renomeação.

 

Os nomes de layout devem ser exclusivos. Nomes de layouts podem ter até 255 caracteres de comprimento e não fazem diferença entre letras maiúsculas e minúsculas, porém apenas os 31 primeiros caracteres são exibidos na guia.

Usando o mesmo menu flutuante é possível excluir layouts desnecessários, mover, configurar, etc.

 

Um layout pode ser salvo como um arquivo de modelo de desenho (DWT) sem salvar informações de definições de bloco e tabelas de símbolos sem referências. Você pode então utilizar o modelo para criar novos layouts nos desenhos sem ter que eliminar as informações desnecessárias. Consulte Reutilizar layouts e configurações de layout no Guia do Usuário.

O último layout atual é utilizado como o padrão para o layout a ser salvo como um modelo. Se a variável de sistema FILEDIA estiver definida como 1, será exibida uma caixa de diálogo padrão de seleção de arquivos na qual é possível especificar o arquivo de modelo no qual o layout deve ser salvo.

O diretório padrão de modelos de layout é especificado na caixa de diálogo Opções.

Ao usar um layout nomeado para preparar o desenho para saída, deve-se seguir as seguintes etapas e processos:

Você projeta o assunto do desenho no espaço do modelo e o prepara para saída em um layout nomeado no espaço do papel. Um desenho sempre tem ao menos um layout nomeado.

Antes de poder utilizar um layout, ele precisa ser inicializado. Um layout não contém quaisquer informações de configuração de página antes de ser inicializado. Uma vez inicializados, os layouts podem ser desenhados e impressos.

Um layout só pode ser adicionado a um conjunto de folhas após ter sido inicializado e salvo.

Para inicializar um layout nomeado é necessário especificar as configurações de página de layout, como dispositivo de saída, tamanho do papel, área de desenho, escala de saída e orientação do desenho.

Portanto, insira um título de bloco no layout, (a não ser que tenha iniciado com um modelo de desenho que já tenha um título de bloco).

Crie uma nova camada para ser utilizada por viewports de layout.

Crie viewports de layout para posicioná-las no layout.

Defina a orientação do papel, (retrato ou paisagem), atribua uma escala e visibilidade da camada da visualização em cada viewport de layout.

Adicionar cotas e anotações ao layout, conforme necessário.

Desativar a camada que contém as viewports de layout.

Você pode automatizar o processo de dimensionar anotações em diversas viewports de layout e no espaço do modelo.

Os objetos usados normalmente para anotar desenhos têm uma propriedade denominada Anotativo. Esta propriedade permite automatizar o processo de dimensionar anotações para que elas sejam plotadas ou exibidas com o tamanho correto no papel.

Ao invés de criar múltiplas anotações de diferentes tamanhos e em camadas separadas, você pode ativar a propriedade anotativa por objeto ou por estilo, e definir a escala da anotação para viewports de layout ou de modelo. A escala de anotação controla o tamanho dos objetos anotativos relativos à geometria do modelo no desenho.

Os seguintes tipos de objetos normalmente são usados para anotar desenhos e contêm uma propriedade anotativa: Texto; cotas; hachuras; tolerâncias; múltiplas chamadas de detalhes; blocos e atributos.

Quando a propriedade Anotativo destes objetos está ativada, (definida como Sim), estes objetos são denominados: objetos anotativos.

Efetuados esses processos, define-se um tamanho de papel para objetos anotativos, a escala da anotação definida para viewports de layout e o espaço do modelo determina o tamanho dos objetos anotativos nestes espaços.

Como dissemos supra,você pode selecionar um tamanho de papel a partir de uma lista padrão ou adicionar tamanhos de papel personalizados através do Editor de configuração de plotadora.

Os tamanhos de papel disponíveis na lista são determinados pelo dispositivo de plotagem selecionado no momento para o layout. Se sua plotadora estiver configurada para saída raster, será necessário especificar o tamanho da saída em pixels.

Se você estiver utilizando uma impressora do sistema, o tamanho do papel será determinado pelos padrões do documento que estão no Painel de controle do Windows. O tamanho do papel padrão é exibido na caixa de diálogo Configuração da página, quando você cria um novo layout para o dispositivo configurado. Se você alterar o tamanho do papel na caixa de diálogo Configuração da página, o novo tamanho será salvo com o layout e substituirá o tamanho salvo no arquivo de configuração de plotadora (PC3).

Procedimentos:

Para definir o tamanho do papel para um layout:

Clique na guia Layout para a qual você deseja definir o tamanho do papel.

Clique em Arquivo, Gerenciador de configuração de página. 

No Gerenciador de configuração de página, na área Configurações de página, selecione a configuração da página que você quer modificar. Clique em Modificar.

Na caixa de diálogo Configuração da página, em Tamanho do papel, selecione o tamanho do papel na lista. Clique em OK.

No Gerenciador de configuração de página, clique em Fechar.

Para adicionar um tamanho de papel personalizado a partir do zero:

Clique no Arquivo: Gerenciador de plotadoras. 

No Editor de configuração de plotadora, clique duas vezes no arquivo de configuração de plotadora (PC3) que você deseja editar.

No Editor de configuração de plotadora, guia Configurações de dispositivo e documento, clique duas vezes em Tamanhos de papel e calibragem definidos pelo usuário para exibir as opções de calibragem e tamanho do papel.

Selecione Tamanhos de papel personalizados.

Em Tamanhos de papel personalizados, clique em Adicionar.

No assistente Tamanho de papel personalizado, página Início, selecione Começar do zero. Clique em Avançar.

Na página Limites de mídia, na lista Unidades, selecione Polegadas ou Milímetros para o tamanho de papel.

Quando uma imagem raster não dimensional, como um BMP ou um TIFF, for plotada, o tamanho da plotagem será especificado em pixels, e não em polegadas ou milímetros.

Nas listas Largura e Comprimento, especifique a largura e a altura do papel. Clique em Avançar.

Cada plotadora tem uma área imprimível máxima determinada pelo ponto onde ela prende o papel e a distância atingida pela lançadeira da caneta. Se você criar um tamanho de papel que é mais largo do que os tamanhos de papeis oferecidos no assistente Tamanho de papel personalizado, verifique se a plotadora é capaz de plotar as novas dimensões.

Na página Área imprimível, utilize Superior, Inferior, Esquerda e Direita para especificar a área imprimível. Clique em Avançar.

Na página Nome do tamanho do papel, insira um nome para o tamanho do papel. Clique em Avançar.

Na página Nome do arquivo, insira um nome para o arquivo PMP.

Na página Concluir, especifique se a origem do papel é alimentada por papel ou por rolo.

Clique em Imprimir página de teste para verificar o tamanho personalizado.

Para adicionar um novo tamanho de papel personalizado a partir de um tamanho de papel existente:

Clique nas opções  Arquivo; Gerenciador de plotadoras

No Editor de configuração de plotadora, clique duas vezes no Arquivo de configuração de plotadora (PC3) que você deseja editar.

No Editor de configuração de plotadora, guia Configurações de dispositivo e documento, clique duas vezes em Tamanhos de papel e calibragem definidos pelo usuário para exibir as opções de calibragem e tamanho do papel.

Selecione Tamanhos de papel personalizados.

Em Tamanhos de papel personalizados, clique em Adicionar.

No assistente Tamanho de papel personalizado, página Início, selecione Usar existente.

Na lista de tamanhos de papel padrão existentes, selecione um tamanho de papel no qual se baseará o tamanho do papel personalizado que você está criando.

Siga as instruções no To add a custom paper size from scratch para continuar com o assistente Tamanho de papel personalizado.

O novo tamanho do papel é definido pelo usuário, não um tamanho padrão.

Clique em Concluir para sair do assistente Tamanho de papel personalizado.

É impressa uma cruz que define o tamanho do papel e um retângulo que define a área imprimível. Se todos os quatro lados do retângulo não estão impressos, aumente a área imprimível.

Clique em Concluir para sair do assistente Tamanho de papel personalizado.

Imprimir ou plotar desenhos

Após concluir um desenho, será possível utilizar vários métodos para saída do desenho. Você poderá plotar o desenho no papel ou criar um arquivo para utilizar com outro aplicativo. Nos dois casos, você seleciona as configurações de plotagem.

Os termos imprimir e plotar podem ser utilizados de forma indiscriminada para saída de CAD. Antigamente, as impressoras geravam somente texto, e as plotadoras geravam gráfica vetorial. À medida que as impressoras foram se tornando mais potentes e capazes de gerar imagens raster de alta qualidade a partir de dados vetoriais, a distinção praticamente desapareceu.

Além da saída em papel, para a produção eletrônica de folhas de desenho múltiplas utiliza-se o termo abrangente publicar. Além disso, a funcionalidade de geração de modelos físicos em plástico e metal é denominada impressão 3D.

Gerenciador de plotadora:

O Gerenciador de plotagem é uma janela que apresenta os arquivos de configuração (PC3) para cada impressora não pertencente ao sistema instalado. Os arquivos de configuração da plotadora também podem ser criados para as impressoras do sistema Windows® se você desejar usar configurações padrão diferentes das usadas pelo Windows. As configurações de plotadora especificam informações de porta, qualidade gráfica de imagens raster e vetoriais, tamanhos de papel e propriedades personalizadas que dependem do tipo da plotadora.

O Gerenciador de plotadora contém o Assistente para adicionar plotadora, que é a principal ferramenta para criar configurações de plotadora. O Assistente para adicionar plotadora solicita informações sobre a plotadora que você deseja configurar.

Um layout representa uma folha de desenho, e normalmente inclui uma borda de desenho, um bloco de título, uma ou mais viewports de layout que exibem vistas do espaço do modelo, notas gerais, legendas, e, possivelmente, cotas.

Como as plotadoras são periféricos próprios de escritórios que lidam com expedição de desenhos em papéis de tamanhos superiores ao tamanho A3 e não se fazem presentes na maioria dos escritórios de gestão administrativa, é importante que os desenhadores façam figurar em seus desenhos layouts com papéis configurados nos tamanhos A4 e A3, já que a maioria das impressoras comuns expedem impressões nesses tamanhos de papel.

 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

COMBATE A ARTROSE POR MEIOS NATURAIS

                                   O pensamento de que a artrose não tem cura e o máximo que se pode fazer é suportar as dores é um pensamento retrógrado. A medicina ortomolecular mostra que por meio de leite, tomate, espinafre, kiwi, salmão, entre outras frutas, verduras e legumes, o paciente pode adquirir uma melhor qualidade de vida. O tratamento à base da reposição de zinco, magnésio, cálcio e vitaminas diminui a dor, a rigidez das articulações e aumenta a capacidade geral do indivíduo.

                                   Ao longo dos tempos, o homem vem se saciando pela quantidade e não pela qualidade, o que na prática leva ao desequilíbrio de nutrientes vitais para o organismo. É com esse intuito que o tratamento fornece energia ao organismo, mostrando a maneira correta de se alimentar. Legumes e verduras crus são uma fonte de sais minerais, vitaminas e fibras e as frutas são alimentos ricos em energia e mantém a saúde através de suas vitaminas, sais minerais e enzimas, além de varrerem os radicais livres do organismo.

A artrose, (afecção não inflamatória e degenerativa de uma articulação), surge no indivíduo a partir da faixa etária dos 30 aos 40 anos, de forma silenciosa, podendo causar desde desvios de direção nos joelhos até alterações do metabolismo. Caracterizada pelo desgaste da cartilagem articular, associada às alterações perto da cartilagem como os ossos, a membrana sinovial e o líquido sinovial, a doença se estabelece principalmente na coluna, nos ossos das mãos, pés, joelhos e na bacia. Portanto, quando na incidência de dores nessas articulações em indivíduos situados na faixa etária de referencia, é importante se recorrer a um especialista em reumatologia, porque quanto mais cedo for diagnosticada a doença, melhores são as chances de se obter resultados eficazes no combate a doença por meio dos aliados naturais.

Os principais aliados no combate natural  a artrose são:

Zinco - promove a liberação do hormônio do crescimento, participa da estrutura dos ossos e dentes. Encontrado em ovos, cereais e carnes vermelhas.

Cálcio - componente estrutural dos ossos, sua deficiência pode levar a osteoporose, raquitismo. Encontrado no leite e derivados, brócolis e abóbora.

Selênio - melhora as condições da cartilagem. Encontrado no alho, cebola, cogumelo (champignons) e castanha-do-pará.

Magnésio - fixa o cálcio nos ossos e dentes. Sua falta pode dar ausência de crescimento
ósseo. Encontrado na soja, salmão, espinafre, caju e abacaxi.

Boro - melhora o balanço de cálcio negativo no sangue. Sua deficiência pode levar a osteoporose. Encontrado no figo, pêssego, uva, pera. A água, desde que dentro dos padrões de potabilidade, também é uma fonte riquíssima de boro, e, conhecendo-se sua origem, devemos tomar um litro ou mais desse precioso líquido diariamente.

Vitamina D - previne fraturas. Sua diminuição afeta o crescimento ósseo, podendo levar ao raquitismo e osteoporose. Encontrada no fígado, ovo e banhos de sol.

Vitamina K - proteína responsável pela fixação do cálcio aos ossos e previne a osteoporose participando ativamente da formação óssea. Encontrada no iogurte, alfafa, gema de ovo, óleo de açafrão, óleo de soja, óleo de fígado de peixe, algas e verduras.

Vitamina C - tem influência decisiva no metabolismo do tecido ósseo e da cartilagem, sua deficiência pode causar alterações de crescimento. Encontrada no tomate, couve-flor, kiwi e laranja.




Por  Drª Sylvana Braga
(médica ortomolecular, nutrologista, reumatologista e fisiatra, com Clínica no Rio de Janeiro e em São Paulo)