terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

DICAS DE MODELAÇÃO E IMPRESSÃO NO AutoCAD 2012 LT


O software AutoCAD LT® é o produto de desenho 2D mais vendido em todo o mundo, e é conhecido pela confiabilidade, eficácia e a versatilidade de compatibilidade total com formatos de ficheiro nativos DWG™ (sem capacidades 3D), tornando o trabalho diário mais simples, pois foi criado para os desenhadores das áreas de arquitetura, engenharias de todas as modalidades, gestores das indústrias da construção, gestores das transformações das mobilidades urbanas, operadores de estações totais topográficas, etc.

Esse software utiliza um novo formato de ficheiro, no entanto oferece um leque de possibilidades de se guardar os formatos mais antigos até à versão 2000, isso porque ele foi criado com a mesma tecnologia que o AutoCAD, portanto não há problemas nessa partilha de dados, além de permitir que as próximas gerações de produtos Autodesk sejam compatíveis com a versão AutoCAD LT.

Nele estão inclusos os ambientes de Desenho e Anotações para os desenhos 2D e 3D com o Ribbom, (barra de ferramentas com botões de painel, sem a barra de menus) e o ambiente AutoCAD Clássico, com menus e barra de ferramentas, (sem o Ribbon), cuja opção é feita na própria barra de menus, selecionando-se os ambientes desejados, conforme figuras abaixo:


 

Selecionado o ambiente em que o desenhador deseja trabalhar, ele disporá de dois espaços distintos para criar, modelar e expedir seus objetos desenhados.

Esses espaços são acessíveis nas guias situadas na parte inferior da tela gráfica, (área comum para as operações nos referidos espaços), sendo a primeira guia destinada ao espaço denominado “Modelo”, que é o espaço destinado à modelação dos objetos criados e/ou modificados e as demais guias, denominadas “layout” são destinadas a expedição desses objetos criados e/ou modificados, através dos processos de impressão ou plotagem 

Na figura abaixo mostramos a localização dessas guias, onde, nessa figura, vemos ativada a guia do espaço “Modelo” e, contíguas,  as guias de “layout”, (por padrão, na abertura de um novo desenho, o AutoCAD apresenta duas guias de layout, mas o desenhador pode criar outras ou excluí-las, se necessário, ou ainda ocultá-las, conforme, doravante, discorreremos sobre esse tema.


Ao trabalhar no espaço do modelo você modela seu objeto em uma escala de tamanho real, ou seja, de 1:1 enquanto no espaço do layout você cria uma ou mais viewports de layout e estabelece uma escala de redução entre as medidas reais representadas no modelo e suas correspondentes agora representadas  num bloco de título para que o seu desenho possa ser  representado  numa folha de papel.

Cada viewport de layout é como a moldura de uma pintura contendo uma "fotografia" do modelo no espaço. Cada viewport de layout contém uma visualização que exibe o modelo, a escala e a orientação especificada. Também é possível especificar quais camadas ficarão visíveis em cada viewport de layout.

Após arrumar o layout, desative a camada que possuir objetos de viewport do layout. As visualizações ainda são visíveis e é possível plotar o layout sem exibir os limites de viewport.

Como o layout representa uma folha de papel, você pode atribuir dimensões para esse papel, quer dimensões personalizadas, quer dimensões de padrão já contidas nas opções do programa. E como é possível se criar para cada arquivo de desenho 255 layouts, você pode expedir seu desenho em diversos tamanhos de papel e em diversos tamanhos de desenhos, conforme as escalas de desenho adotadas para cada tamanho de papel.

 

Para se criar um novo layout, você clica com o botão direito do mouse sobre quaisquer guias de espaço e o menu flutuante abaixo surge. Clica-se na


opção Novo layout e imediatamente surge uma nova guia de layout

copiando todo conteúdo do layout da posição imediata à esquerda, inclusive o nome desse layout existente, acrescido de uma numeração de diferenciação.

Para se renomear essa nova guia, clica-se sobre a mesma com o botão direito do mouse surgindo o mesmo menu flutuante supra mostrado e clica-se na opção renomear e a guia se torna apta a inserção de novos caracteres para sua renomeação.

 

Os nomes de layout devem ser exclusivos. Nomes de layouts podem ter até 255 caracteres de comprimento e não fazem diferença entre letras maiúsculas e minúsculas, porém apenas os 31 primeiros caracteres são exibidos na guia.

Usando o mesmo menu flutuante é possível excluir layouts desnecessários, mover, configurar, etc.

 

Um layout pode ser salvo como um arquivo de modelo de desenho (DWT) sem salvar informações de definições de bloco e tabelas de símbolos sem referências. Você pode então utilizar o modelo para criar novos layouts nos desenhos sem ter que eliminar as informações desnecessárias. Consulte Reutilizar layouts e configurações de layout no Guia do Usuário.

O último layout atual é utilizado como o padrão para o layout a ser salvo como um modelo. Se a variável de sistema FILEDIA estiver definida como 1, será exibida uma caixa de diálogo padrão de seleção de arquivos na qual é possível especificar o arquivo de modelo no qual o layout deve ser salvo.

O diretório padrão de modelos de layout é especificado na caixa de diálogo Opções.

Ao usar um layout nomeado para preparar o desenho para saída, deve-se seguir as seguintes etapas e processos:

Você projeta o assunto do desenho no espaço do modelo e o prepara para saída em um layout nomeado no espaço do papel. Um desenho sempre tem ao menos um layout nomeado.

Antes de poder utilizar um layout, ele precisa ser inicializado. Um layout não contém quaisquer informações de configuração de página antes de ser inicializado. Uma vez inicializados, os layouts podem ser desenhados e impressos.

Um layout só pode ser adicionado a um conjunto de folhas após ter sido inicializado e salvo.

Para inicializar um layout nomeado é necessário especificar as configurações de página de layout, como dispositivo de saída, tamanho do papel, área de desenho, escala de saída e orientação do desenho.

Portanto, insira um título de bloco no layout, (a não ser que tenha iniciado com um modelo de desenho que já tenha um título de bloco).

Crie uma nova camada para ser utilizada por viewports de layout.

Crie viewports de layout para posicioná-las no layout.

Defina a orientação do papel, (retrato ou paisagem), atribua uma escala e visibilidade da camada da visualização em cada viewport de layout.

Adicionar cotas e anotações ao layout, conforme necessário.

Desativar a camada que contém as viewports de layout.

Você pode automatizar o processo de dimensionar anotações em diversas viewports de layout e no espaço do modelo.

Os objetos usados normalmente para anotar desenhos têm uma propriedade denominada Anotativo. Esta propriedade permite automatizar o processo de dimensionar anotações para que elas sejam plotadas ou exibidas com o tamanho correto no papel.

Ao invés de criar múltiplas anotações de diferentes tamanhos e em camadas separadas, você pode ativar a propriedade anotativa por objeto ou por estilo, e definir a escala da anotação para viewports de layout ou de modelo. A escala de anotação controla o tamanho dos objetos anotativos relativos à geometria do modelo no desenho.

Os seguintes tipos de objetos normalmente são usados para anotar desenhos e contêm uma propriedade anotativa: Texto; cotas; hachuras; tolerâncias; múltiplas chamadas de detalhes; blocos e atributos.

Quando a propriedade Anotativo destes objetos está ativada, (definida como Sim), estes objetos são denominados: objetos anotativos.

Efetuados esses processos, define-se um tamanho de papel para objetos anotativos, a escala da anotação definida para viewports de layout e o espaço do modelo determina o tamanho dos objetos anotativos nestes espaços.

Como dissemos supra,você pode selecionar um tamanho de papel a partir de uma lista padrão ou adicionar tamanhos de papel personalizados através do Editor de configuração de plotadora.

Os tamanhos de papel disponíveis na lista são determinados pelo dispositivo de plotagem selecionado no momento para o layout. Se sua plotadora estiver configurada para saída raster, será necessário especificar o tamanho da saída em pixels.

Se você estiver utilizando uma impressora do sistema, o tamanho do papel será determinado pelos padrões do documento que estão no Painel de controle do Windows. O tamanho do papel padrão é exibido na caixa de diálogo Configuração da página, quando você cria um novo layout para o dispositivo configurado. Se você alterar o tamanho do papel na caixa de diálogo Configuração da página, o novo tamanho será salvo com o layout e substituirá o tamanho salvo no arquivo de configuração de plotadora (PC3).

Procedimentos:

Para definir o tamanho do papel para um layout:

Clique na guia Layout para a qual você deseja definir o tamanho do papel.

Clique em Arquivo, Gerenciador de configuração de página. 

No Gerenciador de configuração de página, na área Configurações de página, selecione a configuração da página que você quer modificar. Clique em Modificar.

Na caixa de diálogo Configuração da página, em Tamanho do papel, selecione o tamanho do papel na lista. Clique em OK.

No Gerenciador de configuração de página, clique em Fechar.

Para adicionar um tamanho de papel personalizado a partir do zero:

Clique no Arquivo: Gerenciador de plotadoras. 

No Editor de configuração de plotadora, clique duas vezes no arquivo de configuração de plotadora (PC3) que você deseja editar.

No Editor de configuração de plotadora, guia Configurações de dispositivo e documento, clique duas vezes em Tamanhos de papel e calibragem definidos pelo usuário para exibir as opções de calibragem e tamanho do papel.

Selecione Tamanhos de papel personalizados.

Em Tamanhos de papel personalizados, clique em Adicionar.

No assistente Tamanho de papel personalizado, página Início, selecione Começar do zero. Clique em Avançar.

Na página Limites de mídia, na lista Unidades, selecione Polegadas ou Milímetros para o tamanho de papel.

Quando uma imagem raster não dimensional, como um BMP ou um TIFF, for plotada, o tamanho da plotagem será especificado em pixels, e não em polegadas ou milímetros.

Nas listas Largura e Comprimento, especifique a largura e a altura do papel. Clique em Avançar.

Cada plotadora tem uma área imprimível máxima determinada pelo ponto onde ela prende o papel e a distância atingida pela lançadeira da caneta. Se você criar um tamanho de papel que é mais largo do que os tamanhos de papeis oferecidos no assistente Tamanho de papel personalizado, verifique se a plotadora é capaz de plotar as novas dimensões.

Na página Área imprimível, utilize Superior, Inferior, Esquerda e Direita para especificar a área imprimível. Clique em Avançar.

Na página Nome do tamanho do papel, insira um nome para o tamanho do papel. Clique em Avançar.

Na página Nome do arquivo, insira um nome para o arquivo PMP.

Na página Concluir, especifique se a origem do papel é alimentada por papel ou por rolo.

Clique em Imprimir página de teste para verificar o tamanho personalizado.

Para adicionar um novo tamanho de papel personalizado a partir de um tamanho de papel existente:

Clique nas opções  Arquivo; Gerenciador de plotadoras

No Editor de configuração de plotadora, clique duas vezes no Arquivo de configuração de plotadora (PC3) que você deseja editar.

No Editor de configuração de plotadora, guia Configurações de dispositivo e documento, clique duas vezes em Tamanhos de papel e calibragem definidos pelo usuário para exibir as opções de calibragem e tamanho do papel.

Selecione Tamanhos de papel personalizados.

Em Tamanhos de papel personalizados, clique em Adicionar.

No assistente Tamanho de papel personalizado, página Início, selecione Usar existente.

Na lista de tamanhos de papel padrão existentes, selecione um tamanho de papel no qual se baseará o tamanho do papel personalizado que você está criando.

Siga as instruções no To add a custom paper size from scratch para continuar com o assistente Tamanho de papel personalizado.

O novo tamanho do papel é definido pelo usuário, não um tamanho padrão.

Clique em Concluir para sair do assistente Tamanho de papel personalizado.

É impressa uma cruz que define o tamanho do papel e um retângulo que define a área imprimível. Se todos os quatro lados do retângulo não estão impressos, aumente a área imprimível.

Clique em Concluir para sair do assistente Tamanho de papel personalizado.

Imprimir ou plotar desenhos

Após concluir um desenho, será possível utilizar vários métodos para saída do desenho. Você poderá plotar o desenho no papel ou criar um arquivo para utilizar com outro aplicativo. Nos dois casos, você seleciona as configurações de plotagem.

Os termos imprimir e plotar podem ser utilizados de forma indiscriminada para saída de CAD. Antigamente, as impressoras geravam somente texto, e as plotadoras geravam gráfica vetorial. À medida que as impressoras foram se tornando mais potentes e capazes de gerar imagens raster de alta qualidade a partir de dados vetoriais, a distinção praticamente desapareceu.

Além da saída em papel, para a produção eletrônica de folhas de desenho múltiplas utiliza-se o termo abrangente publicar. Além disso, a funcionalidade de geração de modelos físicos em plástico e metal é denominada impressão 3D.

Gerenciador de plotadora:

O Gerenciador de plotagem é uma janela que apresenta os arquivos de configuração (PC3) para cada impressora não pertencente ao sistema instalado. Os arquivos de configuração da plotadora também podem ser criados para as impressoras do sistema Windows® se você desejar usar configurações padrão diferentes das usadas pelo Windows. As configurações de plotadora especificam informações de porta, qualidade gráfica de imagens raster e vetoriais, tamanhos de papel e propriedades personalizadas que dependem do tipo da plotadora.

O Gerenciador de plotadora contém o Assistente para adicionar plotadora, que é a principal ferramenta para criar configurações de plotadora. O Assistente para adicionar plotadora solicita informações sobre a plotadora que você deseja configurar.

Um layout representa uma folha de desenho, e normalmente inclui uma borda de desenho, um bloco de título, uma ou mais viewports de layout que exibem vistas do espaço do modelo, notas gerais, legendas, e, possivelmente, cotas.

Como as plotadoras são periféricos próprios de escritórios que lidam com expedição de desenhos em papéis de tamanhos superiores ao tamanho A3 e não se fazem presentes na maioria dos escritórios de gestão administrativa, é importante que os desenhadores façam figurar em seus desenhos layouts com papéis configurados nos tamanhos A4 e A3, já que a maioria das impressoras comuns expedem impressões nesses tamanhos de papel.

 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

COMBATE A ARTROSE POR MEIOS NATURAIS

                                   O pensamento de que a artrose não tem cura e o máximo que se pode fazer é suportar as dores é um pensamento retrógrado. A medicina ortomolecular mostra que por meio de leite, tomate, espinafre, kiwi, salmão, entre outras frutas, verduras e legumes, o paciente pode adquirir uma melhor qualidade de vida. O tratamento à base da reposição de zinco, magnésio, cálcio e vitaminas diminui a dor, a rigidez das articulações e aumenta a capacidade geral do indivíduo.

                                   Ao longo dos tempos, o homem vem se saciando pela quantidade e não pela qualidade, o que na prática leva ao desequilíbrio de nutrientes vitais para o organismo. É com esse intuito que o tratamento fornece energia ao organismo, mostrando a maneira correta de se alimentar. Legumes e verduras crus são uma fonte de sais minerais, vitaminas e fibras e as frutas são alimentos ricos em energia e mantém a saúde através de suas vitaminas, sais minerais e enzimas, além de varrerem os radicais livres do organismo.

A artrose, (afecção não inflamatória e degenerativa de uma articulação), surge no indivíduo a partir da faixa etária dos 30 aos 40 anos, de forma silenciosa, podendo causar desde desvios de direção nos joelhos até alterações do metabolismo. Caracterizada pelo desgaste da cartilagem articular, associada às alterações perto da cartilagem como os ossos, a membrana sinovial e o líquido sinovial, a doença se estabelece principalmente na coluna, nos ossos das mãos, pés, joelhos e na bacia. Portanto, quando na incidência de dores nessas articulações em indivíduos situados na faixa etária de referencia, é importante se recorrer a um especialista em reumatologia, porque quanto mais cedo for diagnosticada a doença, melhores são as chances de se obter resultados eficazes no combate a doença por meio dos aliados naturais.

Os principais aliados no combate natural  a artrose são:

Zinco - promove a liberação do hormônio do crescimento, participa da estrutura dos ossos e dentes. Encontrado em ovos, cereais e carnes vermelhas.

Cálcio - componente estrutural dos ossos, sua deficiência pode levar a osteoporose, raquitismo. Encontrado no leite e derivados, brócolis e abóbora.

Selênio - melhora as condições da cartilagem. Encontrado no alho, cebola, cogumelo (champignons) e castanha-do-pará.

Magnésio - fixa o cálcio nos ossos e dentes. Sua falta pode dar ausência de crescimento
ósseo. Encontrado na soja, salmão, espinafre, caju e abacaxi.

Boro - melhora o balanço de cálcio negativo no sangue. Sua deficiência pode levar a osteoporose. Encontrado no figo, pêssego, uva, pera. A água, desde que dentro dos padrões de potabilidade, também é uma fonte riquíssima de boro, e, conhecendo-se sua origem, devemos tomar um litro ou mais desse precioso líquido diariamente.

Vitamina D - previne fraturas. Sua diminuição afeta o crescimento ósseo, podendo levar ao raquitismo e osteoporose. Encontrada no fígado, ovo e banhos de sol.

Vitamina K - proteína responsável pela fixação do cálcio aos ossos e previne a osteoporose participando ativamente da formação óssea. Encontrada no iogurte, alfafa, gema de ovo, óleo de açafrão, óleo de soja, óleo de fígado de peixe, algas e verduras.

Vitamina C - tem influência decisiva no metabolismo do tecido ósseo e da cartilagem, sua deficiência pode causar alterações de crescimento. Encontrada no tomate, couve-flor, kiwi e laranja.




Por  Drª Sylvana Braga
(médica ortomolecular, nutrologista, reumatologista e fisiatra, com Clínica no Rio de Janeiro e em São Paulo)

quarta-feira, 13 de março de 2013

...ASSIM MESMO (por Madre Tereza de Calcutá)


Muitas vezes as pessoas
São egocêntricas, ilógicas e insensatas.
Perdoe-as assim mesmo.

Se você é gentil,
As pessoas podem acusá-lo de interesseiro.
Seja gentil assim mesmo.

Se você é um vencedor,
Terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros.
Vença assim mesmo.

Se você é honesto e franco,
As pessoas podem enganá-lo.
Seja honesto e franco assim mesmo.

O que você levou anos para construir,
Alguém pode destruir de uma hora para outra.
Construa assim mesmo.

Se você tem paz e é feliz,
As pessoas podem sentir inveja.
Seja feliz assim mesmo.

O bem que você faz hoje
Pode ser esquecido amanhã.
Faça o bem assim mesmo.

Dê ao mundo o melhor de você,
Mas isso pode não ser o bastante.
Dê o melhor de você assim mesmo.

Veja você que, no final das contas,
É tudo entre você e Deus.
Nunca foi entre você e os outros.

BIOGRAFIA:
Agnes Gonxha Bojaxhiu, conhecida como Madre Tereza de Calcutá, nasceu em 26 de agosto de 1910, em Skopje, (hoje, capital da República da Macedônia), numa família albanesa, de três filhos, sendo duas moças e um rapaz.  
Por ser fervorosamente católica, considerava o dia em que foi batizada, 27 de agosto, como sendo o dia de seu " verdadeiro aniversário". 
Em 1928, com apenas 18 anos de idade, fez votos  nas Irmãs de Nossa Senhora do Loreto (Instituto Beatíssima Virgem Maria), na Irlanda, mas logo, a serviço dessa congregação, foi para Índia, como professora do primeiro lar infantil ou "Sishi Bavan",(Casa da Esperança), Juntou-se ao "Lar dos Moribundos", em Kalighat, onde teve, a princípio, alguns problemas de ordem religiosa com grupos que professavam outra fé, mas, com o tempo, as boas intenções e a qualidade das obras da missionária católica, já conhecida como Madre Tereza de Calcutá, foram sendo reconhecidas e ela passou a receber ajuda de hindus, muçulmanos, budistas, etc. e assim suas ações benevolentes foram extendidas a outras situações carentes, como crianças abandonadas, pessoas com AIDS, mulheres grávidas por abuso sexual, leprosos, dentre outras.
Criou a Congregação Missionárias da Caridade, de freiras católicas, que foi reconhecida pela Santa Sé em 1965, (depois de mais de uma década de sua criação), e entre 1968 a 1989 a Congregação estabeleceu sua presença missionária em países como Albânia, Rússia, Cuba, Canadá, Palestina, Bangladesh, Austrália, Estados Unidos da América, Ceilão, Itália, antiga União Soviética, China, etc.
O reconhecimento do mundo pelo seu trabalho concretizou-se com o Prêmio Templeton, em 1973, e com o Prêmio Nobel da Paz, no dia 17 de outubro de 1979.
Faleceu em 1997 aos 87 anos, de ataque cardíaco, quando preparava um serviço religioso em memória da Princesa Diana de Gales, sua grande amiga. Seu funeral foi executado com cerimônia oficial de Estado e vários foram os chefes de estado  e representantes das mais diversas organizações sociais do mundo inteiro que se fizeram  presentes à cerimônia de  última  homenagem a essa missionária que deu ao mundo o maior exemplo de caridade e amor ao próximo.
Hoje encontra-se sepultada em Motherhouse Convent, Calcutá, Bengala Ocidental, na Índia e
no dia 19 de outubro de 2003, foi beatificada pelo Papa João Paulo II.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

OS BENEFÍCIOS DA AUSENCIA DO MEDO


Vimos no texto, JESUS: O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA, compilado da Bíblia Cristã e postado neste blog, a insistência de Jesus em nos exortar a vivermos sem preocupações e sem medo, isso porque as preocupações exageradas geram medo e o medo gera outros medos que se transformam em fobias e pânicos que, por suas vezes, transformam a vida do cidadão em um verdadeiro inferno na terra.

O homem não foi criado com medo nem para ter medo, mas o medo se desenvolveu nele a partir de seus instintos naturais de perseguir seu sustento e se proteger de outros perseguidores de seus sustentos, quer outros povos ou animais, alem de se proteger dos fenômenos naturais da terra e suas intempéries.

Desse instinto natural de se proteger surgiram a cautela e a precaução e, de ambas, a prudência, por enquanto, apenas uma atitude cuidadosa de agir durante a vigência de um perigo, todavia, do excesso de prudência surgiu a preocupação, ou seja, a inquietação antes do surgimento de um perigo real, surgindo assim o medo, que é a inquietação de se sentir imaginariamente impotente ante um imaginário perigo. Surgindo daí as ampliações do medo que são o temor,  o pavor, o terror, o pânico, etc., e o desconforto de se conviver com esses sentimentos que destorcem a clareza da visão de seus valores reais que é a interação da criatura com a criação para que se tenha como retorno os sentimentos nobres de inteligência, amor, compreensão, etc.
Por isso que Jesus veio nos ensinar a clareza da visão e de se ter a alma que a veja clara, que é uma alma liberta de todos os medos. Por isso Ele nos solicita que vivamos sem preocupações exageradas e sem medo. Não fugindo dos embates da vida, mas enfrentando-os, com disposição e coragem, aplicando,assim,  as soluções cabíveis a cada caso.

Com a vênia do mestre budista Chögyam Trungpa, transcreveremos parte de seu texto que nos ensina a viver suave e serenamente após reconhecer e suplantar todos os temores que nos perseguem:
“Para viver a ausência do medo, é preciso viver o medo. A essência da covardia é não reconhecer a realidade do medo. O medo pode assumir muitas formas. De fato, sabemos que não podemos viver para sempre. Sabemos que vamos morrer, por isso temos medo. Ficamos petrificados com a morte. Em outro nível, ficamos com medo de não conseguir fazer frente às exigências que o mundo nos faz. Esse medo se manifesta como um sentimento de inadequação. Sentimos que a carga da nossa existência é muito pesada e ao nos confrontarmos com o resto do mundo ela parece mais pesada ainda. Então há um medo inesperado, ou pânico, que surge quando novas situações acontecem de repente em nossas vidas. Quando sentimos que não podemos lidar com elas, damos um pulo ou nos contraímos. Às vezes o medo se manifesta como uma inquietação: rabiscamos numa folha de papel, brincamos com os dedos, nos mexemos impacientemente na cadeira. Sentimos que temos que nos movimentar o tempo todo, como os componentes do motor de um carro. Os pistões sobem e descem, sobem e descem. Enquanto estão se movendo, nos sentimos seguros, mas por outro lado temos medo de morrer enquanto os pistões se mexem.

São inúmeras as estratégias que costumamos usar para esquecer o medo. Algumas pessoas tomam tranqüilizantes, outras fazem ioga. Algumas pessoas assistem à televisão, ou lêem uma revista ou vão ao bar e tomam uma cerveja. Do ponto de vista do covarde, o tédio deveria ser evitado, por que quando estamos entediados começamos a ficar ansiosos. Estamos mais perto do medo. A diversão deveria ser estimulada e qualquer pensamento sobre a morte evitado. Então a covardia está tentando viver nossas vidas como se a morte não existisse. Houve períodos na história em que muitas pessoas procuraram a poção da longa vida. Se tal coisa existisse, as pessoas a achariam horrível. Se tivessem que viver neste mundo por milhares de anos sem morrer, provavelmente iriam se suicidar muito antes de completar o seu milésimo aniversário. Mesmo se você pudesse viver para sempre, seria incapaz de evitar a realidade da morte e do sofrimento ao seu redor.

É preciso admitir que o medo existe. Temos de perceber o medo e nos reconciliarmos com ele. Devemos observar como nos movemos, como conversamos, como nos comportamos, como roemos as unhas, como, às vezes, colocamos nossas mãos nos bolsos sem necessidade. Então descobriremos como o medo pode ser manifestado na forma de inquietação. Devemos enfrentar o fato de que o medo ronda nossa vida, sempre, em tudo o que fazemos.

Por outro lado, admitir o medo não é motivo para a depressão ou desencorajamento.
Se temos esse medo, temos também capacidade de sentir a ausência do medo.
A verdadeira ausência do medo não é a supressão do medo, mas sim o ato de ir além dele, superá-lo.
Essa superação começa pelo exame do nosso medo: nossa ansiedade, nervosismo, preocupação, e inquietação. Se olharmos para nosso medo, se olharmos por baixo da sua aparência, a primeira coisa que encontramos é tristeza, mais que o nervosismo. O nervosismo está rodando como uma manivela, vibrando, o tempo todo.
Quando diminuímos a velocidade, quando relaxamos em relação ao medo, encontramos a tristeza, que é calma e gentil. A tristeza machuca você no coração, e o seu corpo produz uma lágrima.
Antes de chorar, há um sentimento em seu peito, e, depois disso, você produz lágrimas em seus olhos. Você está a ponto de criar a chuva ou uma cachoeira em seus olhos e você se sente triste e sozinho e, talvez, romântico ao mesmo tempo.

Este é o primeiro indício da ausência do medo, o primeiro sinal da verdadeira atividade do guerreiro.
Você pode pensar que, quando sentir a ausência do medo, você ouvirá a abertura da Quinta Sinfonia de Beethoven, ou verá uma grande explosão no céu, mas não é assim que acontece. Na tradição de Shambhala, para descobrir a ausência do medo, é preciso trabalhar com a suavidade do coração.

O nascimento do guerreiro é como o nascimento dos primeiros chifres de uma rena. A princípio, os chifres são muito suaves e com uma consistência semelhante a da borracha, e exibem alguns fios de cabelo em sua superfície. Ainda não são propriamente chifres. Então, à medida que a rena cresce, os chifres se fortalecem, se desenvolvem. A ausência do medo, no começo, é como aqueles chifres ainda por se formar. Eles se parecem com chifres, mas você não pode lutar muito bem com eles. Quando os primeiros chifres de uma rena crescem, ela não sabe o que fazer com eles. A rena se sente desajeitada de ter aquelas coisas moles e granulosas na cabeça. Mas então começa a perceber que ela deve ter chifres: aqueles chifres algo natural de uma rena. Da mesma forma, quando um ser humano começa a abrir seu coração para buscar a superação do medo, ele pode se sentir extremamente desajeitado e cheio de dúvidas sobre como se relacionar com esse tipo de ausência do medo. Mas, então, à medida que sente cada vez mais essa tristeza, você percebe que seres humanos precisam ser ternos e francos. Então não precisa mais se sentir tímido ou embaraçado em ser gentil. De fato, sua suavidade começa a se tornar envolvente. Você vai querer se abrir para as pessoas e se comunicar com elas.

Quando a ternura evolui nessa direção, você finalmente tem condições de apreciar o mundo ao seu redor. A sua percepção das coisas se torna algo muito interessante.
Você já está tão terno e receptivo que não pode deixar de se abrir ao que acontece ao seu redor. Quando você vê o vermelho, o verde, o amarelo ou o preto, você reage a essas cores do fundo do seu coração. Quando vê alguém chorando ou rindo, ou assustado, você também responde da mesma forma. Nesse ponto, seu nível inicial de ausência do medo está se desenvolvendo. Quando você começa a sentir-se confortável sendo uma pessoa gentil e decente, seus chifres de rena começam a se tornar chifres verdadeiros.
As situações se tornam muito reais, bem reais, e por outro lado, bem comuns. O medo se transforma em ausência de medo de uma forma natural, muito simples, e bem direta”.


Vemos neste belíssimo texto budista que viver a ausência do medo não é se revestir de coragem para enfrentar o adversário a ferro e a fogo. Não. Isso não seria a ausência do medo e sim, outra forma de medo. A ausência do medo é você superar os seus medos, passar por cima deles, tranquilamente, através de uma força indômita decidida por você mesmo de assim faze-lo e, a partir dai, sentir que as coisas que esperam de você uma ação estão a seu serviço e não você a serviço delas e que você interage com o sistema como um membro pertencente ao sistema e não por ele pertencido.
Portanto, faça como Jesus, o Divino Mestre, nos ensinou, viva sem preocupações e sem temores e tenha paz. Não a falsa paz que o mundo oferece através de sexo, bebidas, drogas e outras substancias lícitas e ilícitas que levam a morte, mas a paz de Cristo: : “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. (João 14:27)

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

JESUS: O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA


Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus, veio habitar entre nós para nos libertar dos males mundanos que nos oprimem: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. (João 1:1 e 14).

Ele não veio para se aliar a nenhuma religião e nem para criar religiões. Ele veio para nos dizer que Ele é o caminho. O único caminho que leva o homem a Deus: “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”. (João 14:6). E esse caminho não é uma religião. São as Boas Novas de Cristo, traduzidas, simplesmente, como um modo de vida. Um novo modo de vida que liberta o homem das opressões mundanas que sufocam, dominam moralmente, suplantam o ego e estimulam a queda da autoestima.

Jesus nos exaltou valores que não sabíamos que tínhamos. Os nossos valores espirituais. E nos trouxe uma proposta inédita. Uma proposta de vida eterna. Proposta dantes jamais oferecida, quer por religião, sacerdotes, sumo sacerdotes ou profetas, mas Jesus nos deu essa garantia: “Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna”. (João 6:68). E Pedro assim respondeu porque o Próprio Jesus disse: “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna”.  (João 6:47).

E a vida eterna não será privilégio de alguns, mas de todos que estejam dispostos a cumprir os ensinamentos proferidos por Jesus nos evangelhos da Bíblia, especialmente os proferidos no sermão da montanha: “E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo: Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados; Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra; Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus; Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus; Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós. Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus. Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus. Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo. Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno. Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, Deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta. Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão. Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil. Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela. Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno. E, se a tua mão direita te escandalizar, corta-a e atira-a para longe de ti, porque te é melhor que um dos teus membros se perca do que seja todo o teu corpo lançado no inferno. Também foi dito: Qualquer que deixar sua mulher, dê-lhe carta de desquite. Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério. Outrossim, ouvistes que foi dito aos antigos: Não perjurarás, mas cumprirás os teus juramentos ao SENHOR. Eu, porém, vos digo que de maneira nenhuma jureis; nem pelo céu, porque é o trono de Deus; Nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei; Nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto. Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna. Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; E, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pedir, e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes. Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim? - Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus. (Mateus 5:1ao48).

Proferido o sermão da montanha, Jesus nos exortou a não vivermos ansiosos e  preocupados em como suprir as nossas necessidades, pois Deus nos suprirá de tudo que necessitamos: “Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?
Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura? E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam; E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé? Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? (Porque todas estas coisas os gentios procuram). De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal”. (Mateus 6: 24ao34).

E Jesus ainda nos ensinou como devemos dar esmolas e como devemos orar: “Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; Para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará publicamente. E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes. Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; O pão nosso de cada dia nos dá hoje; E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém. Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas’. (Mateus 6:2 ao15).
Concluídos esses ensinamentos, Jesus anunciou os mandamentos que resumem toda a lei e os profetas: “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas”. (Mateus 22:37ao40).

E para que estejamos dignos de receber sempre as graças de Deus, é necessário que tenhamos um coração puro e hombridade em nossas atitudes: “Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão. Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem. Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á. E qual de entre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem? Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas. Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem. Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. (Mateus 7:1ao20).

Ao final dos ensinamentos, que foram muito mais dos que estão aqui relatados, Ele partiu para nos preparar lugar na morada de Deus, mas nos deixou a Sua paz e mais um vez nos exortou a vivermos com coragem e sem preocupações: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. (João 14:27)
É assim que Jesus quer que vivamos e é assim que devemos viver: com amor, com coragem e sem preocupações.